Sobre

Toda a utilização dos media pressupõe manipulação (…) Desse modo, a questão não é
se os media são manipulados, mas quem os manipula. Um plano revolucionário não
deverá exigir que os manipuladores desapareçam; pelo contrário, deve transformar todos
em manipuladores”,
Hans Magnus Enzensberger

Será um ponto decisivo programático da ecologia social orientar as sociedades
capitalistas da era da comunicação de massa para uma era de pós-mediação de massa,
quero dizer que os mass media têm de ser reapropriados por uma multiplicidade de
sujeitos/grupos capazes de administrá-los num caminho de singularização”,
Felix Guattari

O surgimento de uma cultura crítica da mídia constitui um elemento crucial de emancipação cultural e um projecto político pela mudança social democrática. Pressupõe um questionamento crítico dos valores que são disseminados pela indústria da comunicação, com o objectivo de promover a criação de projectos de mídia alternativa susceptíveis de porem em causa a visão hegemónica e os preconceitos das “verdades únicas” que são impostas ao cidadão comum.

Deste modo, pretende-se construir uma realidade que trate as questões de classe social, raça, género, sexualidade e poder de uma forma multiperspectivista, crítica, holística e autónoma. Por outras palavras, uma realidade que incorpore, implique e auto-empodere as múltiplas vozes sociais silenciadas.

Como criar uma multiplicidade de vozes activas no contexto dos novos meios de comunicação? Como valorizar essa utopia em rede como um processo inerente à luta por justiça social e por uma cultura emancipada? Como desafiar as ideologias dominantes, essa ficção que parece só ter um sentido e ser contada da mesma maneira pelos protagonistas de sempre? Como estabelecer as condições necessárias para que as pessoas comuns disponham do poder para desvendar essas ficções e mitos gerados pelas instituições dominantes, criando em alternativa as suas próprias representações culturais e políticas sobre a vida e o mundo?

Pelas razões apresentadas, estas jornadas de mídia cidadã pretendem estimular o uso consciente, crítico e independente dos meios de comunicação na era contemporânea por cidadãos socialmente comprometidos. Esta amplificação de vozes de uma multiplicidade de sujeitos e grupos conectados entre si será como tal um instrumento de democratização, justiça social, cidadania e autonomia. Um caminho necessário de singularização colectiva para uma real democracia.

Orientadores: Júlio do Carmo Gomes  & Sara Moreira (ver bio »)

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One Comment on “Sobre”

  1. […] Pela Democracia Radical em Moçambique Sobre […]


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